Ex-prefeito de Maringá é condenado a 14 anos de prisão
O ex-prefeito de Maringá Jairo Morais Gianoto, denunciado pelo Ministério Público Federal em Maringá, por desvio de verbas públicas municipais e outros crimes, foi preso nesta sexta-feira (3 de fevereiro). Ele foi condenado a 14 anos de prisão pelo juiz federal substituto Raphael Cazelli de Almeida Carvalho, da Vara Federal Criminal de Maringá. Também foi expedido mandado de prisão contra Luiz Antonio Paolicchi, secretário da Fazenda durante a gestão de Gianoto. Na mesma sentença, outras quatro pessoas foram condenadas a penas que variam de 5 a 9 anos (veja lista abaixo).
De acordo com a denúncia apresentada pelo procurador da República Natalício Claro da Silva, no período em que Jairo Gianoto foi prefeito da cidade (entre 1997 e 2000), cerca de R$ 1,88 milhão foi desviado dos cofres públicos para pagamentos de despesas pessoais e compras de bens e imóveis - inclusive um avião adquirido irregularmente de um empresário carioca. Todas as pessoas condenadas nessa sentença tinham conhecimento de que o dinheiro depositado na conta de Gianoto - ou em contas de terceiros indicados por ele - vinham do erário público.
A Justiça Federal ainda decretou:
a) perda, em favor do Município de Maringá, de diversos bens (soja em grãos, cinco colheitadeiras, valores em dinheiro e dois silos graneleiros para armazenagem de produtos);
b) seqüestro de quatro imóveis rurais (total de 3.539 hectares) adquiridos com os
valores desviados dos cofres municipais; e
c) perda e inabilitação para ocupação de cargos públicos pelos réus (com exceção Jorge Ouverney)
Réus e sentenças:
- Jairo Morais Gianoto (ex-prefeito de Maringá): 14 anos de prisão em
regime fechado;
- Luiz Antonio Paolicchi (ex-secretário da fazenda): 12 anos e seis meses de prisão em regime fechado;
- Neusa Aparecida Duarte Gianoto (esposa de Jairo e ex-presidente da
Provopar em Maringá): 7 anos de prisão em regime semi-aberto;
- Jorge Aparecido Sossai (ex-diretor financeiro): 9 anos de prisão em
regime fechado;
- Rosimeire Castelhano Barbosa (ex-tesoureira): 9 anos de prisão em regime fechado;
- Jorge Sanches Ouverney (empresário carioca): 5 anos de prisão em regime semi-aberto.
(6/2/2006)
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Andrea Ribeiro e Mônica Silva
Assessoria de comunicação
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Com informações da Justiça Federal