Fernandinho Beira-Mar é condenado pela Justiça Federal no caso Fênix
Luiz Fernando da Costa, conhecido por “Fernandinho Beira-Mar”, denunciado em janeiro deste ano pelo Ministério Público Federal, foi condenado pela 2ª Vara Federal de Curitiba a vinte e nove anos e oito meses de reclusão e multa, pela prática de seis crimes de tráfico internacional de drogas, por tráfico internacional de armas, e por crimes de lavagem de dinheiro.
A sentença também condenou outras treze pessoas. Dentre essas estão Jacqueline Alcântra de Moraes da Costa, condenada a vinte anos e cinco meses de reclusão e multa pela prática de crimes de tráfico internacional de drogas, de associação para fins de tráfico de drogas e por crimes de lavagem de dinheiro, e Felipe Alexandre da Costa, condenado a pena de cinco anos e dez meses de reclusão e multa, pela prática de crimes de lavagem de dinheiro.
Seis pessoas que também haviam sido denunciadas pelo Ministério Público Federal foram absolvidas.
Segundo as acusações, reconhecidas na sentença, foi identificada uma organização criminosa com atuação no tráfico internacional de entorpecentes, via aérea e terrestre, da Bolívia e Paraguai para o Brasil, liderada por Luiz Fernando da Costa.
Luiz Fernando da Costa utilizava um telefone celular no interior da cela onde se encontrava encarcerado na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal/DF, efetuando contatos com diversos narcotraficantes estabelecidos em Ciudad Del Leste/PY, cidade fronteiriça a Foz do Iguaçu, visando à traficância de drogas, armas e munições, através de estradas Federais e Estaduais do Paraná, como também por via aérea.
Após a transferência de “Fernandinho Beira-Mar” para o Presídio Federal de Segurança Máxima, localizado em Catanduvas/PR, o traficante continuou a comandar a quadrilha e o tráfico internacional, não mais por ordens via telefone, mas sim por ordens pessoais repassadas a algumas visitas que recebia.
A lavagem do dinheiro oriundo do tráfico era comandada por familiares de Luiz Fernando da Costa.
No curso das investigações foram realizadas diversas prisões em flagrante de pessoas ligadas à organização criminosa denunciada, que resultaram também na apreensão de toneladas de substâncias entorpecentes conhecidas vulgarmente por cocaína, maconha, haxixe e crack, além de veículos, material bélico e grande soma em dinheiro.
Todo o acompanhamento da atuação da organização criminosa denunciada só foi possível através da utilização de áudios capturados no monitoramento de inúmeros terminais telefônicos, autorizado judicialmente, com a concordância do Ministério Público Federal. A utilização dessa técnica de investigação contribuiu consideravelmente para a apuração das atividades ilícitas narradas na denúncia.
(27/08/2008)
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